Operação Cifra Negra – Mais um suspeito se entrega à Polícia no Alto Vale

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Pedro Antonio de Souza, suspeito de ser integrante do grupo de estelionatários alvo da Operação Cifra Negra da Polícia Civil de Rio do Sul e Ibirama se entregou no final da manhã desta segunda-feira (18), na companhia de seu advogado.

Pedro possuía um Mandado de Prisão Preventiva em aberto. Além disso, todas as operações bancárias em seu nome estavam bloqueadas pelo Poder Judiciário da Comarca de Ibirama desde a deflagração da Operação Policial.

Após o interrogatório, Pedro foi levado para o Presídio Regional de Rio do Sul onde permanecerá a disposição da Justiça de Ibirama e Rio do Sul.

Três investigados ainda permanecem foragidos, Rogério Bento, Ederson Jennrich e Edmilson Pablo de Lima.

Informações que levem à captura dos suspeitos podem ser repassadas a qualquer unidade da Polícia Civil de Santa Catarina através do telefone 197 (unidades policiais) ou 181 (disque denúncia), ou para o Perfil da DIC no facebook.

Relembre

Uma operação mobilizou 60 policiais civis e prendeu 12 pessoas na manhã deste sábado no Alto Vale do Itajaí. Chamada de Cifra Negra, a mobilização liderada pelo delegado Daniel Zucon, de Ibirama, apreendeu R$ 65 mil e outros US$ 2,4 mil em espécie. Também foram retidos 11 veículos, incluindo três carros da marca BMW, outro Dodge e um jet ski, além de três pistolas.

O delegado regional de Ibirama, Daniel Garcia, explica que o golpe usado pela quadrilha de estelionatários tinha como princípio cédulas de real pintadas e um produto químico para remover a tinta.

Após conquistar a amizade e confiança das vítimas, os golpistas mostravam como era possível limpar uma cédula pintada com tinta preta. Com a vítima convencida da eficácia do produto, os golpistas falavam que tinham mais cédulas pintadas. A quadrilha sempre inventava histórias diferentes para justificar a posse do, teoricamente, dinheiro danificado passível de recuperação.

Eles ofereciam as cédulas e o serviço de limpeza, mas, em contrapartida, diziam ser necessário um aporte financeiro antecipado para possibilitar a compra do produto químico, que seria caro e importado. Garcia diz que a quadrilha chegava a mostrar uma caixa cheia de papel cortado no mesmo tamanho de cédulas verdadeiras e pintado de preto. Com o dinheiro da vítima em mãos, desapareciam.

Após a apresentação na tarde deste sábado na delegacia de Ibirama, os acusados serão levados ao Presídio Regional de Rio do Sul. A suspeita é de que a quadrilha atuava há anos em Santa Catarina e que teria lucrado milhões com o golpe.

*Plantão Policial com informações do Jornal de Santa Catarina